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Gestor ou refém da mente?


Livro: O Código da InteligênciaAcreditamos ingenuamente que temos pleno domínio do processo de construção de pensamentos, idéias, imagens mentais. Não é verdade. Podemos dominar computadores, carros, aviões, mas não temos o domínio completo da mais incompreensível das máquinas: a mente humana. Quantos pensamentos inquietantes perturbam nossa tranqüilidade sem que os tenhamos produzido conscientemente? Quantas idéias fóbicas transitam pelo palco psíquico sem que tenhamos permitido que fossem construídas pela vontade consciente?

… Nesse caso, se usarmos um veículo como uma analogia da mente humana, podemos dizer que somos amordaçados no banco de passageiro como espectadores passivos de uma viagem que não programamos. Aliás, diariamente milhões de pessoas viajam em suas mentes no território das fobias, das preocupações doentias, da ansiedade, sem ter programado essa viagem. Entraram em um filme de terror que não queriam assistir. O dramático é que o filme roda na sua mente. Não há tecla para desligar o aparelho mental.”

Esse trecho foi retirado de um livro que estou lendo recentemente: “O Código da Inteligência” de Augusto Cury. (http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/trechos/o-codigo-da-inteligencia.html)

Apesar de, em nenhum momento (pelo menos até onde eu li), o autor relacionar as funções da mente com o espiritualismo, acredito que este vem dar o complemento que falta na teoria de Cury.

Afinal, ele afirma que não temos controle sobre os nossos pensamentos…e se isso não é possível através da máquina humana, só pode ser proveniente da energia que dá vida à esta máquina, a nossa alma.

Neste livro, Cury fornece meios para que possamos dominar a nossa mente e consequentemente nossos pensamentos…mas será que, mesmo sendo bem-sucedidos nesta tarefa, conseguiremos dar tranquilidade à nossa alma?

Que Deus nos abençõe com o conhecimento…

Abraços.

Por falar em caridade…


jantar dançante

Pessoal, na próxima quarta-feira vai acontecer no Márcia & Marô um jantar em prol de projetos sociais realizados no Instituto Irmã Adelaide (http://www.corjesu.org.br/vp/).

O Centro de Ações Sócio-educativas “Irmã Adelaide” ligado ao Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus (IASCJ),  atende jovens e adultos da região do Ferradura Mirim, na periferia de Bauru. Entre suas ações estão, cursos profissionalizantes, palestras educativas, assistencia social, entre outras.

Para maiores informações, ligue para :
 (14) 3227-3720 ou 3227-3824
PS: Eu vou !!!

“Conhece-se um Deus que, por definição, é amor. Entretanto, é um Deus cuja salvação é concedida somente por meio da aceitação da sua palavra. É preciso ajoelhar e adorar somente a Ele, mas, se assim não fizer, porque Ele é bom e amoroso, e gosta de você, ganharás a condenação eterna, onde haverá choro e ranger dentes. Sendo assim, é melhor servi-lo, já que, praticamente, não há escolha. Essa forma de serviço nada mais é que uma previdência privada espiritual. Vamos garantir um futuro bom e agradável na vida após a morte. Obviamente é um serviço com diversas implicações. Como se não bastasse, é necessário se moldar segundo o querer dessa divindade. Existem mandamentos a serem seguidos, posturas a serem tomadas e a vontade pessoal para ser renunciada. Sabe aquele seu sonho precioso? Esqueça! Renuncie ele em nome de Jesus. Tudo deve dar lugar a vontade superior de Deus, que é inabalável e opressiva. Muitos entendem que servir a Deus é ser escravo dEle. Deve-se agrada-Lo para obter seu favor. Dar o dízimo, cumprir a promessa, peregrinar, fazer correntes de oração, vigílias, perguntar se faço, ou não, se é para ir ou pra ficar, se digo sim ou não, etc, etc.

Dependendo da perspectiva que se vive o serviço a Deus,  aquele que serve perde sua humanidade para tornar-se um “andróide”, fiel e submisso ao seu programador.  Que Deus é esse que presenteia sua criatura com a liberdade, já com objetivos de que essa criatura se abdique desse presente como condição de salvação? Que Deus é esse que dá livre-arbítrio, mas condena quem não cumpre sua vontade?”

Lendo esse trecho de um post, surge mentalmente linha de pensamento que tem muita gente que acredita: que somos apenas criaturas-robô programadas a para fazer o bem e que nunca seremos “desligados” se seguirmos o manual.

A questão do livre-arbítrio também é relatada de modo interessante, já que realmente não parece que temos escolha se considerarmos um futuro de sofrimento eterno por conta de algumas atitudes consideradas erradas. Além do que, realmente me parece mais autoritarismo do que autoridade,  imaginar que Deus simplesmente nos abandonaria se não cumprirmos sua vontade.

Perdão


Muito se fala sobre o Perdão e sobre a importância de se perdoar. Mas a quem perdoar e por quê perdoar?

Jesus nos ensinou: “se perdoar aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará”.

“Quem não perdoa os erros dos semelhantes, condena a si mesmo.” (Meimei)

Devemos então perdoar a todos! Somos imperfeitos e poderemos (e iremos) errar muito, afinal aqui é a nossa escola. Estamos aqui aprendendo, e muito se aprende com os erros.

Quem aqui está apto a julgar e condenar os erros do próximo? De repente uma pessoa que não tem erros? Se nem Jesus, que é o espírito mais perfeito da Terra condena, quem somos nós para condenar? Se Jesus ama a todos e dá a oportunidade de resgatarmos nossas ofensas com amor, trabalho, por quê nós deveríamos nos achar melhores que os outros e lhes apontar o dedo?

O perdão purifica, eleva nossa alma. Ele pode ser mais benéfico para quem está perdoando do que para o perdoado. Guardar rancor, ressentimento e ódio por uma pessoa contamina o corpo e envenena a alma, por isso o perdão é tão importante para nós, espíritos em evolução.

Somos todos iguais, e o erro que nos ofende agora, pode ser a maldade que fizemos no passado.

Sim, tudo é muito bonito quando se lê, quando não temos nenhuma ofensa a perdoar. Mas quando temos…

…. qual é a maior dificuldade em PERDOAR?

Boa semana a todos! Muita luz!



mentes_perigosas_psicopata_mora_ao_lado1Ana Beatriz Barbosa Silva é autora do livro “Mentes Perigosas – O psicopata mora ao lado”. Este livro esclarece questões referentes à psicopatia, um transtorno de personalidade que se dá quando a pessoa nasce com um problema no sistema límbico do cérebro.

Estou copiando aqui um trecho da entrevista que ela deu para a revista Época em outubro do ano passado:

“ÉPOCA – Qual é a natureza da psicopatia? Os psicopatas nascem assim?
Ana Beatriz – Os psicopatas nascem com um cérebro diferente. Os seres humanos têm o chamado sistema límbico, a estrutura cerebral responsável por nossas emoções. É uma espécie de central emocional, o coração da mente. Em 2000, dois brasileiros, o neurologista Ricardo Oliveira e o neurorradiologista Jorge Moll, descobriram a prova definitiva dessa diferença da mente psicopata, por meio da chamada ressonância magnética funcional, que mostra como o cérebro funciona de acordo com diferentes atividades. Nesse exame, mostraram imagens boas (belezas naturais, cenas de alegria) e outras chocantes (morte, sangue, violência, crianças maltratadas). Nas pessoas normais, o sistema límbico reagia de forma diversa. Nos psicopatas, não há diferença. O sistema límbico dessas pessoas não funciona. O pôr do sol ou uma criança sendo espancada geram as mesmas reações. Da mesma forma, não há repercussão no corpo. Eles não têm taquicardia, não suam de nervoso. Por isso passam tranqüilamente num detector de mentiras.”

Fazendo uma análise desta questão, e supondo que a pessoa nasce psicopata…Espiritualmente falando, podemos de alguma maneira culpar a alma dos atos provenientes de um corpo “com defeito”? Qual a justiça entre comparar os atos de uma pessoa que tem o cérebro “normal” (será que existe um?) com os atos de uma pessoa com um cérebro neste estado? Se não é justo, qual seria a justificativa para que algumas pessoas já nasçam predispostas a não ter sentimentos???

Sei que a questão é complexa…e provavelmente não chegaremos a um consenso geral…mas vale a pena pensarmos a respeito.

Um abraço a todos.