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Posts Tagged ‘liberdade’

Consideremos o livre-Arbítrio…


“Conhece-se um Deus que, por definição, é amor. Entretanto, é um Deus cuja salvação é concedida somente por meio da aceitação da sua palavra. É preciso ajoelhar e adorar somente a Ele, mas, se assim não fizer, porque Ele é bom e amoroso, e gosta de você, ganharás a condenação eterna, onde haverá choro e ranger dentes. Sendo assim, é melhor servi-lo, já que, praticamente, não há escolha. Essa forma de serviço nada mais é que uma previdência privada espiritual. Vamos garantir um futuro bom e agradável na vida após a morte. Obviamente é um serviço com diversas implicações. Como se não bastasse, é necessário se moldar segundo o querer dessa divindade. Existem mandamentos a serem seguidos, posturas a serem tomadas e a vontade pessoal para ser renunciada. Sabe aquele seu sonho precioso? Esqueça! Renuncie ele em nome de Jesus. Tudo deve dar lugar a vontade superior de Deus, que é inabalável e opressiva. Muitos entendem que servir a Deus é ser escravo dEle. Deve-se agrada-Lo para obter seu favor. Dar o dízimo, cumprir a promessa, peregrinar, fazer correntes de oração, vigílias, perguntar se faço, ou não, se é para ir ou pra ficar, se digo sim ou não, etc, etc.

Dependendo da perspectiva que se vive o serviço a Deus,  aquele que serve perde sua humanidade para tornar-se um “andróide”, fiel e submisso ao seu programador.  Que Deus é esse que presenteia sua criatura com a liberdade, já com objetivos de que essa criatura se abdique desse presente como condição de salvação? Que Deus é esse que dá livre-arbítrio, mas condena quem não cumpre sua vontade?”

Lendo esse trecho de um post, surge mentalmente linha de pensamento que tem muita gente que acredita: que somos apenas criaturas-robô programadas a para fazer o bem e que nunca seremos “desligados” se seguirmos o manual.

A questão do livre-arbítrio também é relatada de modo interessante, já que realmente não parece que temos escolha se considerarmos um futuro de sofrimento eterno por conta de algumas atitudes consideradas erradas. Além do que, realmente me parece mais autoritarismo do que autoridade,  imaginar que Deus simplesmente nos abandonaria se não cumprirmos sua vontade.

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